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A Maioria das Empresas Esperam a Colheita, Mas Sem Nunca Ter Plantado.

Foto do escritor: Carlos Marcelo SantAnna
Carlos Marcelo SantAnna
3 de ago.
2 min de leitura

Por Carlos Marcelo - Sócio Fundador da Darumasan.



Existe uma cena que sempre me faz refletir. Imagine um agricultor parado diante de uma terra fértil, reclamando que nunca teve uma grande colheita.


Então alguém pergunta, “quantas sementes você plantou?”

Ele abaixa a cabeça e responde “Nenhuma.”


Parece absurdo, mas é a pura realidade. É exatamente isso que vejo acontecer todos os dias com inúmeras empresas quando o assunto são as leis de incentivo.


Muitas desejam reconhecimento, querem fortalecer sua marca, buscam se aproximar da sociedade, investem milhões em publicidade para conquistar credibilidade, mas deixam passar uma das maiores oportunidades de construir um legado verdadeiro ao desprezar os valores garantidos pelas leis de incentivo.


Sempre que converso com empresários, percebo que muitos ainda enxergam um projeto incentivado como um formulário, uma prestação de contas ou uma burocracia desnecessária que só vai atrapalhar. Eu enxergo exatamente o contrário. Vejo um campo fértil.


Toda grande planície pode se transformar em uma floresta, e para começar basta apenas uma boa semente.


Essa semente é uma ideia, mas ideias sozinhas não transformam, elas precisam ser cultivadas. Precisam ganhar forma, estratégia, propósito e emoção. É por isso que acredito que um projeto incentivado não deve ser apenas tecnicamente correto, ele precisa ser irresistível. Precisa fazer com que a empresa consiga imaginar o público vivendo aquela experiência antes mesmo de ela existir. Precisa emocionar antes da primeira cadeira ser ocupada. Precisa inspirar antes da primeira nota musical tocar. Precisa envolver antes do primeiro atleta entrar em quadra.


Quando isso acontece, o projeto deixa de ser um pedido de patrocínio, ele se transforma em um convite para fazer parte de uma história. E as histórias têm um poder que campanhas publicitárias dificilmente conseguem comprar.


Elas permanecem.

São compartilhadas.

São lembradas.

Criam vínculos.

Geram confiança.

Constroem reputação.


Enquanto muitos enxergam apenas o benefício fiscal, eu vejo algo muito maior, vejo empresas ajudando a revelar artistas, formar atletas, democratizar o acesso à cultura, estimular a educação, fortalecer comunidades e transformar vidas.


Ao mesmo tempo, essas empresas também colhem.


Colhem admiração.

Colhem respeito.

Colhem conexão com a sociedade.

Colhem orgulho dos próprios colaboradores.

Colhem valor para suas marcas.


Na agricultura existe uma verdade incontestável, “quem planta pouco, colhe pouco”. “Quem não planta… não colhe”.


Nas leis de incentivo, a lógica é exatamente a mesma. Projetos bem construídos são sementes. Eventos memoráveis são árvores. O impacto social é o fruto. E a reputação construída ao longo dos anos é a floresta.


Talvez o maior erro seja acreditar que o retorno está apenas na visibilidade da marca estampada em um banner.


Não está.


O verdadeiro retorno acontece quando as pessoas passam a associar aquela empresa à transformação que elas viveram. Porque ninguém esquece quem ajudou a construir uma boa lembrança.


No fim das contas, toda empresa deixa um legado. A única diferença é que algumas escolhem qual legado desejam plantar.


E eu continuo acreditando que não existe investimento mais inteligente do que aquele que transforma recursos em oportunidades, oportunidades em experiências e experiências em histórias capazes de atravessar gerações.


A pergunta que deixo para você é simples:


Sua empresa está apenas pagando impostos… ou está plantando o futuro que deseja colher?

 
 
 

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